Este blog é editado pelo escritor, jornalista, advogado, professor e pesquisador de história, Augusto Dias, imortal da Academia Joseense de Letras onde ocupa a cadeira 14, que tem como patrono Joaquim Nabuco. augudias@gmail.com
I) COTIDIANO
SEM ALMA, SEM ROSTO
O ciclo sanatorial, encerrado no final dos anos 1950 e início dos anos 1960, foi - em notável e longa extensão - contemporâneo das políticas de implantação de indústrias no município, usufruindo da implantação do C.T.A. e da abertura da Rodovia Presidente Dutra, numa formidável diversificação dos meios de produção e desenvolvimento de uma grande variedade de produtos e serviços e, quando do fim daquele ciclo, a cidade "não morreu," pois, tinha um sólido processo industrial, comercial, educacional e de serviços em desenvolvimento.
São José dos Campos, principalmente, desde o início dos anos 1.970 teve um grande impulso devido a inovadoras políticas públicas municipais, ao mesmo tempo em que o país vivia as agruras do regime militar.
Mas, com o crescimento populacional devido à vinda de migrantes de todos os pontos do país e do exterior, começaram a se diluir os laços tradicionais, a familiaridade e os costumes da cidade onde "todos se conheciam."
Desenvolveu-se, ao mesmo tempo, um novo modus vivendi numa cidade cosmopolita onde o individualismo, o distanciamento e a impessoalidade passaram a ser dominantes, "endurecendo" as relações pessoais, enquanto para trás ficava a fraternidade, a urbanidade, as boas maneiras, o vagar e a previsível pacatez da gente interiorana, onde os rostos eram conhecidos, os sobrenomes lastro e se chamava cada um pelo nome.
São José dos Campos se alarga quase sem fronteiras, como um centro urbano, industrial, comercial, educacional, de serviços e de tecnologia aeroespacial, mas também como uma cidade impessoal, de desconhecidos, "sem alma" e "sem rosto."
II) CRÔNICAS E CONTOS
LEVEZA
Não quer a intimidade física,
quer só o encantamento.
Não quer a duradoura doação,
quer a breve emoção.
Quer o diferente,
para não ser indiferente.
Quer o sonho acordada,
não a repetição enfadada.
Quer o doce do amoroso olhar,
não a distância do indiferente pesar.
Quer paz tal qual criança dormindo!
III) NOTÍCIAS
01. Assembleia Geral Ordinária da Academia Joseense de Letras
17/11/2016
Sede - Auditório do Laboratório Oswaldo Cruz
02. Destaques da Assembleia
- 10 MINUTOS DO ACADÊMICO
Acadêmico Amilton Maciel Monteiro, ocupante da cadeira 13
- SARAU
Apresentação com o acadêmico Sandro Custa, ocupante da cadeira 30
IV) PENSAMENTO
Às vezes, basta um segundo, um gesto, uma palavra, até do que ou de quem menos se espera para que anos de cristalizado modo de pensar se estilhassem em novas razões e caminhos de luzes restauradoras.















