Wednesday, September 7, 2016

Este blog é editado pelo escritor e acadêmico Augusto Dias, membro efetivo nato da Academia Joseense de Letras, onde ocupa a cadeira 14 que tem como patrono o escritor, diplomata e abolicionista Joaquim Nabuco. O objetivo deste blog é ser um espaço de crônicas, pensamentos, notícias e informações sobre escritores, academias, eventos que se ocupem de literatura, história pretérita e hodierna e do patrimônio histórico, humano e cultural do município e da nação brasileira.
augudias@gmail.com

                                                                 
                                                  


I) CONTOS E CRÔNICAS 



HIDRA DE LERNA



Para se conquistar o poder político faz-se de tudo quando se quer, realmente, implantar as ideologias, dogmas e ideias em que se acredita e como, secularmente, ensina Maquiavel (1469-1572), até as as que se considera de interesse público, porque, para se conquistar o direito de governar, deve-se fazer de tudo, literalmente.

Nada mudou no mundo, quanto à conquista do poder, desde quando Quintus Tullius Cícero (102-43 a.C.) escreveu seu livro "Como ganhar uma eleição" e o deus a seu irmão, o orador romano Cícero, que seguiu as lições e se tornou importante cônsul romano, com as mesmas práticas com que hoje se busca seduzir os eleitores de todas as camadas sociais.

Eleito e empossado, o político enfrenta a difícil realidade social e política: uma Hidra de Lerna da qual se corta a cabeça de um problema hoje e logo em seguida nascem duas outras de complexas necessidades e de difícil equação e solução.

O poder fascina ambiciosos e idealistas que deixam promessas pelo caminho trilhado, seduzidos que são, geralmente, pela enorme rede de privilégios com a qual se deparam.

Ao povo, em nome de quem e para quem esse poder deve ser exercido, resta sempre a resignada esperança de que um dia sua dignidade seja estabelecida e suas necessidades de uma vida de qualidade sejam atendidas.

Tal qual na mitologia, faz-se necessário que surja um Hércules, um estadista formidável que  ponha um fim à Hidra de Lerna, um político com uma formidável formação humanista e ampla visão de futuro!





II) LIVROS



       A HISTÓRIA DO BRASIL NAS RUAS DE PARIS



                                                 






O jornalista Maurício Torres Assumpção trabalhou na Rede Globo e na TV Manchete do Rio de Janeiro, estudou na Inglaterra, fez documentários e reportagens para a televisão britânica em mais de 40 países. Mudou-se para Paris onde mora com uma francesa, roteirista de cinema.
Usando fontes como bibliotecas, livros, jornais e revistas francesas, além de publicações brasileiras, o autor conta a vida quase privada de brasileiros notórios em Paris: D. Pedro I, D. Pedro II, Alberto Santos Dumont, Heitor Villa-Lobos, o arquiteto Lúcio Costa e Oscar Niemayer.

O livro conta a história dessas personalidades que não nos é ensinada na escola como D. Pedro I regendo uma orquestra ao lado do compositor Rossini, a visita de D. Pedro II as escritor Vitor Hugo, autor de Os Miseráveis, o seu contato com o inventor do telefone, Graham Bell, assim como com o inventor Thomas Edison e também Santos Dumont jantando no restaurante Maxim's.

O livro trata, sobretudo, da impressão positiva que esses homens deixaram nos franceses no século XIX.

O livro não é uma obra de ficção, é um livro de história e, como tal, fundamentado!



III) HISTÓRIA

                             


1937

O GOLPE

Com o pretexto de os comunistas estarem planejando uma nova revolução, no dia 10 de novembro de 1.937, com o apoio das Forças Armadas, sem maiores dificuldades e sem resistência, Getúlio Vargas dá o golpe fecha os edifícios da Câmara e do Senado e instaura o Estado Novo, estabelecendo uma ditadura.

Mas, em 29/10/1945, pressionado, Getúlio Vargas foi obrigado a deixar o governo.

COMO CONSEQUÊNCIA......

Em 2/12/1945 foram realizadas eleições, sendo eleito presidente do Brasil o general Eurico Gaspar Dutra.

Foram estabelecidas eleições em todos os níveis e, em São José dos Campos, foram eleitos 19 vereadores que foram empossados no dia 1/1/1948 no Salão Nobre do Ginásio do Estado na Praça Afonso Pena, sendo eleito seu presidente o médico João Batista de Souza Soares.

Não houve eleição para prefeito, pois, São José dos Campos não tinha autonomia política integral por ser Estância Climatérica e Hidromineral e o ocupante do cargo ser de livre escolha do governador do Estado.

No entanto, as novas tendências democráticas do pós-guerra fortaleceram a classe política e a imprensa, que defendiam a liberdade de escolha do prefeito pelo voto dos eleitores.

Começava a difícil luta pela autonomia política plena de São José dos Campos.



IV) PENSAMENTO

                                     


Quando se realiza uma fantasia, ela se torna, então, realidade. A emoção se dissipa na realização. A realidade se passa em preto e branco e não tem - portanto - os mesmos devaneios da imaginação. Mas, é na realidade que realizamos nossas melhores obras!