Sunday, November 13, 2016


Este blog é editado pelo escritor, jornalista, advogado, professor e pesquisador de história, Augusto Dias, imortal da Academia Joseense de Letras onde ocupa a cadeira 14, que tem como patrono Joaquim Nabuco.                                augudias@gmail.com


I) COTIDIANO

      SEM ALMA, SEM ROSTO

O ciclo sanatorial, encerrado no final dos anos 1950 e início dos anos 1960, foi - em notável e longa extensão - contemporâneo das políticas de implantação de indústrias no município, usufruindo da implantação do C.T.A. e da abertura da Rodovia Presidente Dutra, numa formidável diversificação dos meios de produção e desenvolvimento de uma grande variedade de produtos e serviços e, quando do fim daquele ciclo, a cidade "não morreu," pois, tinha um sólido processo industrial, comercial, educacional e de serviços em desenvolvimento.
São José dos Campos, principalmente, desde o início dos anos 1.970 teve um grande impulso devido a inovadoras políticas públicas municipais, ao mesmo tempo em que o país vivia as agruras do regime militar.
Mas, com o crescimento populacional devido à vinda de migrantes de todos os pontos do país e do exterior, começaram a se diluir os laços tradicionais, a familiaridade e os costumes da cidade onde "todos se conheciam."
Desenvolveu-se, ao mesmo tempo, um novo modus vivendi numa cidade cosmopolita onde o individualismo, o distanciamento e a impessoalidade passaram a ser dominantes, "endurecendo" as relações pessoais, enquanto para trás ficava a fraternidade, a urbanidade, as boas maneiras, o vagar e a previsível pacatez da gente interiorana, onde os rostos eram conhecidos, os sobrenomes lastro e se chamava cada um pelo nome.
São José dos Campos se alarga quase sem fronteiras, como um centro urbano, industrial, comercial, educacional, de serviços e de tecnologia aeroespacial, mas também como uma cidade impessoal, de desconhecidos, "sem alma" e "sem rosto."


II) CRÔNICAS E CONTOS

        LEVEZA

Não quer a intimidade física,
quer só o encantamento.
Não quer a duradoura doação,
quer a breve emoção.
Quer o diferente,
para não ser indiferente.
Quer o sonho acordada,
não a repetição enfadada.
Quer o doce do amoroso olhar,
não a distância do indiferente pesar.
Quer paz tal qual criança dormindo!


III) NOTÍCIAS

01. Assembleia Geral Ordinária da Academia Joseense de Letras
      17/11/2016
      Sede - Auditório do Laboratório Oswaldo Cruz

02. Destaques da Assembleia

      - 10 MINUTOS DO ACADÊMICO
        Acadêmico Amilton Maciel Monteiro, ocupante da cadeira 13

      - SARAU 
        Apresentação com o acadêmico Sandro Custa, ocupante da cadeira 30


IV) PENSAMENTO 

                          



Às vezes, basta um segundo, um gesto, uma palavra, até do que ou de quem menos se espera para que anos de cristalizado modo de pensar se estilhassem em novas razões e caminhos de luzes restauradoras.

Thursday, October 13, 2016



I) COTIDIANO

Vencido o período eleitoral, São José dos Campos vive a máxima da democracia, o início de um novo ciclo político, pois, a alternância é o leme do estado democrático.
A democracia ocidental, nascida na Grécia antiga (508 a.C.), embora não totalmente democrática, pois, estrangeiros, mulheres e escravos não votavam, apesar de exercerem papel social, econômico e terem deveres, vive do revesamento dos grupos com seus ideais, ideologias ou interesses diversos.
O poder é complexo, difícil e nem sempre exercido na inteireza pretendida pelos idealistas e bem-intencionados, inocentes, até.
Seu jogo é uma enorme rede onde pela tripartição de poderes criada por Montesquieu (1689-1755) navegam ideias, ideologias, interesses pessoais, interesses partidários e até o bem público, esse último a razão primeira de ser de uma nação, estado ou cidade, mas muito comumente não jogado na sua mais elevada expressão.
Em meio à estrutura social, jurídica e política transitam os políticos, alguns de elevado espírito público, outros não. Qualquer que seja sua espécie, eles veem e vão.
Em meio a todos eles, o desejo de um povo é que surja um estadista, um político com postura, verbo certo, ideias inovadoras e construtivas e um legítimo desejo de fazer o bem-comum.
Mas, as amostragens não têm sido muito boas e, desejar que surja uma liderança com dimensão de estadista, com uma magna concepção de futuro é algo tão utópico quando o sonho de Thomas More (1.480-1535).


II) CONTOS E CRÔNICAS

QUASE COPIANDO

Ele poderia ter planejado mais,
se preocupado menos,
tomado chuva enquanto girava os braços em torno de si próprio, abertos em cruz,
no acalanto da chuva que,
escorrendo tépida pelo seu rosto lavaria sua alma.
Andaria mais lentamente, em contemplativos olhares.
Iria ao circo com os amados e os que o amam.
Seria mais cúmplice dos seus amores puros.
Apreciaria, embevecido, o amarelado do por do sol, que anuncia o descanso do dia, como se fosse uma pintura impressionista.
Correria as costas dos dedos, em suave caída,
sobre a face da pessoa que o olha com doçura.
Seria mais feliz com a felicidade das pessoas à sua volta.
Ajudaria as pessoas queridas a conquistar seus sonhos.
Participaria mais das inocentes e felizes brincadeiras dos filhos pequenos em vez de repreendê-los com a impaciência dos rígidos juízos individualistas de valor.
Enfim, ele seria menos tolo!


III) NOTÍCIAS

Academia Joseense de Letras
Praça Cândida Maria Sawaya Giana, 128  Jardim Nova América
12243-003 São José dos Campos - SP

Presidente: Héctor Enrique Giana
                        presidencia@oswaldocruz.com



IV) HISTÓRIA

                              

São José dos Campos nos seus primórdios, onde nasceu, no atual Largo da Matriz.

1941

O Ministério da Aeronáutica foi criado pelo Decreto-Lei nº 2.961 de 20/1/1941, em meio à 2ª Guerra Mundial, com o objetivo de desenvolvimento científico e tecnológico da aviação brasileira, para cumprir suas atribuições civis e militares.
Com a criação do Ministério da Aeronáutica, tornou-se imprescindível a colaboração de engenheiros especializados nos diversos ramos técnicos que constituem o complexo aparelhamento e funcionamento da aviação.

Como consequência....

Cogitou-se então criar uma escola de engenharia que formasse técnicos de nível superior, em todas as especialidades ligadas à construção, manutenção e operação de aviões.
Para levar a cabo a tarefa de construção do que seria o futuro Centro Técnico de Aeronáutica (C.T.A.), foi indicado o Tenente-Coronel Casimiro Montenegro Filho.
O modelo foi uma grande unidade de operação tipicamente militar, exclusiva da Força Aérea do Exército dos Estados Unidos, de caráter técnico normativo, de ensaios e controle de produtos e material fornecidos à Força Aérea, o Centro Técnico de Wright Field, em Dayton, Ohio, Estados Unidos da América, junto com a escola de engenharia que teria como modelo o Massachusetts Institute of Technology (M.I.T.).


V) PENSAMENTO

                                

Não podemos nos iludir acreditando que escrevemos sozinhos o roteiro das nossas vidas. Na verdade, somos apenas um dos participantes dos nossos próprios caminhos.




Wednesday, September 7, 2016

Este blog é editado pelo escritor e acadêmico Augusto Dias, membro efetivo nato da Academia Joseense de Letras, onde ocupa a cadeira 14 que tem como patrono o escritor, diplomata e abolicionista Joaquim Nabuco. O objetivo deste blog é ser um espaço de crônicas, pensamentos, notícias e informações sobre escritores, academias, eventos que se ocupem de literatura, história pretérita e hodierna e do patrimônio histórico, humano e cultural do município e da nação brasileira.
augudias@gmail.com

                                                                 
                                                  


I) CONTOS E CRÔNICAS 



HIDRA DE LERNA



Para se conquistar o poder político faz-se de tudo quando se quer, realmente, implantar as ideologias, dogmas e ideias em que se acredita e como, secularmente, ensina Maquiavel (1469-1572), até as as que se considera de interesse público, porque, para se conquistar o direito de governar, deve-se fazer de tudo, literalmente.

Nada mudou no mundo, quanto à conquista do poder, desde quando Quintus Tullius Cícero (102-43 a.C.) escreveu seu livro "Como ganhar uma eleição" e o deus a seu irmão, o orador romano Cícero, que seguiu as lições e se tornou importante cônsul romano, com as mesmas práticas com que hoje se busca seduzir os eleitores de todas as camadas sociais.

Eleito e empossado, o político enfrenta a difícil realidade social e política: uma Hidra de Lerna da qual se corta a cabeça de um problema hoje e logo em seguida nascem duas outras de complexas necessidades e de difícil equação e solução.

O poder fascina ambiciosos e idealistas que deixam promessas pelo caminho trilhado, seduzidos que são, geralmente, pela enorme rede de privilégios com a qual se deparam.

Ao povo, em nome de quem e para quem esse poder deve ser exercido, resta sempre a resignada esperança de que um dia sua dignidade seja estabelecida e suas necessidades de uma vida de qualidade sejam atendidas.

Tal qual na mitologia, faz-se necessário que surja um Hércules, um estadista formidável que  ponha um fim à Hidra de Lerna, um político com uma formidável formação humanista e ampla visão de futuro!





II) LIVROS



       A HISTÓRIA DO BRASIL NAS RUAS DE PARIS



                                                 






O jornalista Maurício Torres Assumpção trabalhou na Rede Globo e na TV Manchete do Rio de Janeiro, estudou na Inglaterra, fez documentários e reportagens para a televisão britânica em mais de 40 países. Mudou-se para Paris onde mora com uma francesa, roteirista de cinema.
Usando fontes como bibliotecas, livros, jornais e revistas francesas, além de publicações brasileiras, o autor conta a vida quase privada de brasileiros notórios em Paris: D. Pedro I, D. Pedro II, Alberto Santos Dumont, Heitor Villa-Lobos, o arquiteto Lúcio Costa e Oscar Niemayer.

O livro conta a história dessas personalidades que não nos é ensinada na escola como D. Pedro I regendo uma orquestra ao lado do compositor Rossini, a visita de D. Pedro II as escritor Vitor Hugo, autor de Os Miseráveis, o seu contato com o inventor do telefone, Graham Bell, assim como com o inventor Thomas Edison e também Santos Dumont jantando no restaurante Maxim's.

O livro trata, sobretudo, da impressão positiva que esses homens deixaram nos franceses no século XIX.

O livro não é uma obra de ficção, é um livro de história e, como tal, fundamentado!



III) HISTÓRIA

                             


1937

O GOLPE

Com o pretexto de os comunistas estarem planejando uma nova revolução, no dia 10 de novembro de 1.937, com o apoio das Forças Armadas, sem maiores dificuldades e sem resistência, Getúlio Vargas dá o golpe fecha os edifícios da Câmara e do Senado e instaura o Estado Novo, estabelecendo uma ditadura.

Mas, em 29/10/1945, pressionado, Getúlio Vargas foi obrigado a deixar o governo.

COMO CONSEQUÊNCIA......

Em 2/12/1945 foram realizadas eleições, sendo eleito presidente do Brasil o general Eurico Gaspar Dutra.

Foram estabelecidas eleições em todos os níveis e, em São José dos Campos, foram eleitos 19 vereadores que foram empossados no dia 1/1/1948 no Salão Nobre do Ginásio do Estado na Praça Afonso Pena, sendo eleito seu presidente o médico João Batista de Souza Soares.

Não houve eleição para prefeito, pois, São José dos Campos não tinha autonomia política integral por ser Estância Climatérica e Hidromineral e o ocupante do cargo ser de livre escolha do governador do Estado.

No entanto, as novas tendências democráticas do pós-guerra fortaleceram a classe política e a imprensa, que defendiam a liberdade de escolha do prefeito pelo voto dos eleitores.

Começava a difícil luta pela autonomia política plena de São José dos Campos.



IV) PENSAMENTO

                                     


Quando se realiza uma fantasia, ela se torna, então, realidade. A emoção se dissipa na realização. A realidade se passa em preto e branco e não tem - portanto - os mesmos devaneios da imaginação. Mas, é na realidade que realizamos nossas melhores obras!



Saturday, July 30, 2016

Este blog é editado pelo acadêmico Augusto Dias, membro efetivo nato da Academia Joseense de Letras, onde ocupa a cadeira 14 que tem como patrono o escritor, diplomata e abolicionista Joaquim Nabuco. O objetivo deste blog é ser um espaço de crônicas, contos, pensamentos, informações e notícias sobre escritores, academias e eventos que se ocupem de literatura, história pretérita e hodierna, e do patrimônio histórico, humano e cultural de São José dos Campos e da nação brasileira.                                                                                                    augudias@gmail.com





I) CONTOS E  CRÔNICAS

TRADIÇÕES

Diluem-se as tradições no célere avanço do tempo.
Costumes de algum tempo, outros seculares, outros milenares, substituídos por novos, em contrastante vigor.
Outras gentes, outros valores.
Gente jovem, rebelde, midiática, de opinião contestadora, pouco conciliadora.
Gente ainda de nenhuma ou pouca obra, sem sólidas raízes, com história por fazer.
Novos costumes elaborados em moldes de novos tempos de comunicação eletrônica.
Outras gentes, mudanças, acontecimentos.
Feitos, celebrações.
Descobertas, inventos.
Todos, um dia, há algum ou muito tempo atrás, de radioso brilho e importância.
Nos tempos da modernidade presente, o tempo em rápido movimento, relega, esquece, ignora ou até transforma quase tudo e quase todos em verbete de dicionário.
É o tempo que passa, modera o espírito e embaça a memória!



II) NOTÍCIAS

01 - Sede da Academia Joseense de Letras

         Praça Cândida Maria Sawaya Giana, 128
         Jardim Nova América 
         (Junto às instalações do Laboratório Oswaldo Cruz)



III) HISTÓRIA

                                 

                     



                                                                     

Na década de 1930......

A CRIAÇÃO DA ESTÂNCIA CLIMATÉRICA

As mais representativas lideranças políticas joseenses, os médicos, principalmente, desejavam a mudança da condição de São José dos Campos para Prefeitura Sanitária, com respaldo na Constituição Paulista de 1.921, que regulava a criação de estâncias climatéricas, o que possibilitaria que as rendas constituídas por impostos e taxas permanecessem na cidade, sendo as rendas municipais destinadas à manutenção da administração e as estaduais seriam utilizadas no equipamento público, dotando a cidade de hospitais populares, casas de cura e repouso, ambulatórios e demais serviços técnicos especializados.

Como consequência...

As pressões políticas dos médicos-tisiólogos e a sintonia com o Governo do Estado levaram o Interventor Federal no Estado de São Paulo, Dr. Armando de Salles Oliveira a criar a Estância Climatérica de São José dos Campos pela Lei nº 7.007 de 12/3/1935, de acordo com o Decreto nº 6.501 de 19/6/1934.
A criação da Estância Climatérica beneficiaria, fundamentalmente, São José dos Campos, encaminhando-a para o seu hoje!



IV) PENSAMENTO
                                   
                                 



O ser humano é, comumente, seu tempo com seus horizontes. A esperança é que ele, diferente da maioria, seja ousado, desprendido, livre no seu conduzir e enxergue o hoje e o construa com a amplidão do amanhã!

                                                
                                                                         



Monday, July 11, 2016

Este blog é editado pelo acadêmico Augusto Dias, membro efetivo nato da Academia Joseense de Letras onde ocupa a cadeira 14 que tem como patrono o escritor, diplomata e abolicionista Joaquim Nabuco. O objetivo deste blog é ser um espaço de crônicas, contos, pensamentos, informações e notícias sobre escritores, academias e eventos que se ocupem de literatura, história pretérita e hodierna, e do patrimônio histórico, humano e cultural do município e da nação brasileira.      augudias@gmail.com


                                                

I) CRÔNICAS E CONTOS



MEDOS



Tem medo......

de envelhecer,

do bullying,

de dizer não,

do desemprego,

de magoar,

da agressividade gratuita,

de perder um filho,

de ser assaltado,

de ser atingido pela estupidez de uma bala perdida,

de viver só,

de perder a fé,

da indiferença, 

de passar em branco pela vida.

Tem medo dos seus medos.

Seus medos são os ruídos das suas angústias.

Suas angústias são seus sonhos não concretizados.

Seus sonhos são suas esperanças.

Suas esperanças, ainda que moribundas, são sua sobrevivência no cipoal da vida!





II) NOTÍCIAS



01 - POSSE SOLENE



        A Diretoria Biênio 2016/2018 da Academia Joseense de Letras tomou posse em solenidade realizada na sua sede no auditório lotado do Laboratório Oswaldo Cruz, no dia 7 de julho passado.

        Estiveram presentes os acadêmicos: Suely Souza Lima (cadeira 5), Christina Hernandes (cadeira 7), Myrthes Mazza Masiero (cadeira 9), Wilson Roberto de Carvalho de Almeida (cadeira 12), Amilton Maciel (cadeira 13), Augusto Dias (cadeira 14), Rodrigo Cabrera (cadeira 21), Leandro Reis (cadeira 23), Héctor Enrique Giana (cadeira 27), Maria Domitilla de Jesus Hóstia - representada pela Irmã Vera Letícia e Irmã Giovana (cadeira 28), Mirian Menezes (cadeira 29) e Sandro Cuesta (cadeira 30).



02- CONCURSO OBRAS LITERÁRIAS DO POLIEDRO ARTE & CULTURA

        O Sistema de Ensino Poliedro teve alunos de 33 das escolas espalhadas pelo país que inscreveram gêneros textuais.

        À Academia Joseense de Letras, a exemplo do que ocorreu no ano passado, coube o julgamento dos trabalhos.



03 - DIRETORIA 2016/2018 DA ACADEMIA JOSEENSE DE LETRAS



         Presidente - Héctor Enrique Giana

                                   presidencia@oswaldocruz.com

         Diretor Administrativo - Augusto Dias

                                                           augudias@gmail.com

         Diretor Cultural - Rodrigo Cabrera

                                              rodrigo@rodrigocabrera.com.br







III) HISTÓRIA



                                      








OS ANOS 1930



Em tempos pretéritos.....



Os anos 1930 se iniciaram com o fim da República Velha, período no qual as instituições do Estado liberal se repousavam sobre o sistema de alianças políticas entre as oligarquias de São Paulo e os produtores rurais de Minas Gerais, e o início de um sistema político autoritário liderado por Getúlio Vargas que viria redefinir as relações entre Estado e sociedade.

As câmaras legislativas federais, estaduais e municipais foram dissolvidas.



........e como consequência....



Em dezembro de 1.930 começaram as atividades do Departamento de Administração Municipal (depois, Departamento das Municipalidades), órgão do Governo do Estado que tinha poderes para nomear e exonerar prefeitos, além de interferir em questões dos municípios, de qualquer natureza.



Assim, no dia 29 de outubro de 1.930, assumiu a administração de São José dos Campos a Junta Governativa Provisória, formada por Arnaldo dos Santos Cerdeira e Austin Tibiriçá.



Em 20 de dezembro de 1.931, o Dr. Ruy Rodrigues Dória assumia a Prefeitura Municipal e se tornaria uma importante personalidade na vida de São José dos Campos e o principal responsável pela transformação da cidade em Estância Climatérica e Hidromineral, o que pontificou o processo de desenvolvimento para que a cidade chegasse à notável condição de que hoje desfruta.





IV) PENSAMENTO



        Não podemos nos iludir acreditando que escrevemos sozinhos o roteiro de nossas vidas. Na verdade, somos apenas um dos coadjuvantes dos nossos próprios caminhos.


















Monday, June 13, 2016

Este blog é editado pelo acadêmico Augusto Dias, membro efetivo nato da Academia Joseense de Letras, onde ocupa a cadeira 14 que tem como patrono o escritor, diplomata e abolicionista Joaquim Nabuco. O objetivo deste blog é ser um espaço de crônicas, contos, pensamentos, informações e notícias sobre escritores, academias e eventos que se ocupem de literatura, história pretérita e hodierna e do patrimônio histórico, humano e cultural do município e da nação brasileira.



I) CRÔNICAS E CONTOS

VOOS
Serpeia pelas páginas amareladas de surrados e empoeirados livros em busca de vidas e histórias que não são as suas.
Prisioneira das suas impossibilidades, ela viaja a vida não vivida pelos moinhos e emoções de personagens heroicas, seus feitos imaginários e anseios reais.
Plana pelos tempos bíblicos, luta nas cruzadas na idade média, pisa na lua, acompanha a ascensão e queda de reis, impérios e governos e viaja ao centro da terra, até que seu corpo de músculos entorpecidos e sua mente exausta em desilusões se entreguem à penumbra do imprevisível e desassossegado sono.
Sabe que o dia seguinte será o da sua própria vida, sem emoções, sem grandes feitos, simples, possível, rotineiro e previsível, como o dia após a noite.


II) NOTÍCIAS

* A Academia Joseense de Letras elegeu a sua diretoria para o biênio 2016/2018, no dia 2 de junho próximo passado e ficou assim constituída:

Presidente: Héctor Enrique Giana
                        Escritor e bioquímico
                        cadeira 27 - Patrono: Huberto Rhoden
                        presidencia@oswaldocruz.com

Diretor Administrativo: Augusto Dias
                                                 Escritor, professor, advogado e jornalista
                                                 cadeira 14 - Patrono: Joaquim Nabuco
                                                 augudias@gmail.com

Diretor Cultural: Rodrigo Cabrera Gonzales
                                   Escritor e advogado
                                   cadeira 21 - Patrono: Nelson Rodrigues
                                   rodrigo@rodrigocabrera.com.br

A Posse Solene acontecerá às 18h30m do dia 7 de julho de 2016 na sua sede, na Praça Cândida Maria Sawaya Giana, 128 - Jardim Nova América - São José dos Campos.


III)


A CIDADE SANATORIAL

Em tempos pretéritos......

Apesar do clima de São José dos Campos não diferir do clima das cidades próximas, aqui se constituiu um centro de tratamento da tuberculose com o doutor Mário Galvão, que também havia vindo para cá para se tratar.
A crescente procura pelos "ares generosos" de São José dos Campos no início do século XX, cria uma nova ordem social e econômica com a abertura de pensões para os doentes, consultórios, clínicas, farmácias, sanatórios, hotéis, assim como ocorre também a formação de mão de obra especializada.
Entre esses doentes, alguns com recursos financeiros e outros carentes, vieram médicos que, além da busca da sua cura, aqui estabeleceram seus consultórios, exercendo também intensa e importante participação na vida social e política da cidade.
Com a chegada da estreptomicina ao Brasil em 1.947, iniciou-se o processo da cura efetiva e da prevenção da tuberculose.
Era o início do fim da cidade sanatorial, cujo ciclo viria a se encerrar na década de 1.960.


......e em tempos hodiernos                  

Ao final daquele ciclo a cidade já tinha desenvolvido, de muito, outros meios de produção e desenvolvimento econômico e social e, hoje, a cidade é um grande centro polarizador regional de atividades industriais, comerciais, educacionais, de serviços e com um parque tecnológico aeroespacial de ponta.   

IV) PENSAMENTO

O dinheiro é o grande senhor da servidão humana e a sua falta transforma quem não o tem em indigente da dignidade.