Este blog é editado pelo jornalista, advogado, professor e escritor Augusto Dias, ocupante da cadeira 14 da Academia Joseense de Letras.
augudias@gmail.com
I) COTIDIANO
DAGUERREÓTIPO
Químicos e alquimistas já faziam experiências desde a antiguidade e por volta de 350 a.C., ao tempo de Aristóteles na Grécia antiga, já se conhecia o fenômeno da produção de imagens pela passagem de luz através de um pequeno orifício: era a fotografia nos seus primórdios.
Enquanto isso, os grandes pintores eram os "fotógrafos" que eternizariam paisagens e gente com a magia das suas cores, pincéis e sensibilidade.
Mas, o daguerreótipo foi o primeiro processo fotográfico a ser anunciado e comercializado ao grande público, isso em 1.839.
Ao contrário de hoje, as pessoas tinham que ficar estáticas por alguns minutos para que a foto não saísse "tremida."
A cabeça das pessoas ficava encostada a suportes, que não apareciam nas fotos, para impedir qualquer movimento.
Nas fotos antigas as pessoas apareciam sisudas. Não podiam sorrir.
Da evolução analógica, quando as pequenas câmaras fotográficas "Xereta" que eram populares e acessíveis, chegou-se à era digital e hoje "todos somos fotógrafos" com os smartphones que "todos" têm.
Aposentaram-se as caixas de fotos e os álbuns com as fotografias impressas em papel e entraram na ativa os sempre guardados e pouco vistos arquivos de fotos em notebooks e smartphones.
Vive-se uma revolução digital que transforma processos e muda costumes.
Do mesmo modo que a luz elétrica, trazida ao mundo pelo norte-americano Thomas Alva Edison em 1.879, provocou grandes transformações, a internet apresenta um formidável universo de aplicações no seio da sociedade.
O novo de hoje se torna o velho de ontem, muito rapidamente.
Acompanhar esse desenvolvimento é o desafio a ser enfrentado pelas gerações mais velhas, enquanto para as gerações mais jovens e nascentes, esse desenvolvimento ocorre em meio a um processo natural e a um encantamento.
II) CONTOS E CRÔNICAS
PONTO FORA DA CURVA
Acha que não pertence ao aqui.
Não grita nunca.
Não reclama de nada.
Não muda o canal de TV o tempo todo no enfado da noite.
Não vai almoçar no shopping aos domingos.
Não é agressivo e intolerante no trânsito.
Não se impacienta ao aguardar a vez de ser atendido no consultório médico.
Não reclama do salário, trabalha.
Não faz julgamentos.
Não grita com os filhos.
Não manifesta opinião-verdade.
Não diz que nem Ele era perfeito, ao justificar um erro.
Vive fora do seu tempo ou de todos os tempos.
É um estranho num enorme ninho de muitos iguais!
III) NOTÍCIAS
A Academia Joseense de Letras publicou Edital para o Processo e Critérios para Seleção e Escolha de Novos Acadêmicos.
As inscrições, de moto próprio ou por indicação de acadêmicos, se encerram no dia 30 de abril de 2.017 e devem ser enviadas por meio eletrônico para: hegiana@gmail.com ou em papel para 12.243-003 Praça Cândida Maria César Sawaya Giana - Jardim Nova América - São José dos Campos - SP.
IV) HISTÓRIA
O RÁDIO E A TELEVISÃO
Nos anos 1.950, a televisão era jovem e artesanal, mas se popularizava rapidamente. O rádio ainda era o principal meio de comunicação e entretenimento.
A Rádio Nacional do Rio de Janeiro, além das novelas, dos programas humorísticos e das notícias do Repórter Esso, lotava seu auditório com o Programa César de Alencar aos sábados à tarde.
Em São José dos Campos, o programa COMANDOS DO AR, dirigido pelo radialista Álvaro Gonçalves, um marco da imprensa joseense, recebia e encaminhava sugestões e reclamações dos ouvintes da Rádio Clube de São José dos Campos e dos leitores do Jornal Valeparaibano, diariamente.
Era o auge da era do rádio e o início da era da televisão.
São José dos Campos era ainda uma cidade pequena, com uma população urbana de 26.600 habitantes.
Tudo que acontecia, todo equipamento público, todos os comícios e todas as festas aconteciam no centro da cidade.
A Rádio Clube de São José dos Campos, ZYE-5, ficava na Rua XV de Novembro, bem no coração da cidade.
V) PENSAMENTO
Os laços são para sempre e mesmo que desfeitos, deixam marca, como o ferro quente no couro. A marca pode ser tão irradiante como um girassol com sua corola voltada para o sol, acompanhando-o do nascente ao poente ou ser como uma disforme e indesejável cicatriz, com dores na alma, arrependimentos e ressentimentos no espírito!





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